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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Prefeito barra mais uma vez autorização de igreja na Indonésia

Prefeito barra mais uma vez autorização de igreja na Indonésia 




Prefeito de uma cidade a oeste de Java desconsiderou uma decisão judicial da Suprema Corte
Um prefeito de uma cidade a oeste de Java desconsiderou uma decisão judicial da Suprema Corte para restabelecer a licença de construção de uma igreja em Bogor.

O prefeito de Bogor, Diani Budiato, rejeitou a recomendação para restabelecer a autorização, dada no mês passado aos cristãos indonésios da Igreja Yasmin em Bogor, deixando a congregação em uma pequena faixa de terra.

“A recomendação da Justiça da Indonésia foi apenas uma sugestão”, disse o prefeito à revista Times.

Um porta-voz da igreja, Sigalingging Bona, disse, em uma entrevista à imprensa no mês passado, que 15 pessoas afirmaram que as reuniões dos cristãos no bairro foram interrompidas nos dias 3 e 10 de julho deste ano. “Eles insistem para que a igreja pare com seus cultos”, disse Sigalingging.

Ele disse que o prefeito já enviou duas cartas à igreja, uma em maio e outra no dia 9 de julho, pedindo que a congregação pare com as reuniões. Na carta, ele afirma que a igreja está aborrecendo a todos e sugeriu que façam seus cultos em outro edifício.

A congregação, no entanto, não deu atenção às cartas do prefeito, disse Sigalingging, porque o local onde eles estavam foi resultado de uma ação do prefeito. “Nós nos reunimos à beira da estrada porque o prefeito fechou e selou nossa igreja, numa atitude que vai contra a determinação da Suprema Corte”, disse o porta-voz. ”Se Budianto não tivesse fechado a igreja, não nos reuniríamos à beira da estrada.”

Sigalingging falou que a realização de cultos no edifício sugerido pelo prefeito não é uma solução adequada, porque o local não é projetado para cultos, embora a igreja não goste de realizar suas reuniões à beira da estrada e ficar sujeita ao tempo e ao clima.

“O prefeito prometeu que iria acatar qualquer decisão que fosse proferida pelo Supremo Tribunal Federal”, disse Sigalingging. Ao invés de cumprir a decisão da Suprema Corte, o prefeito disse que a revogação do prédio é permanente. “Com base nessa experiência, já não acreditamos mais no prefeito”, disse ele.

Fonte: Portas Abertas
 
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