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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Igrejas e crentes contra a liberalização do aborto em Moçambique



Maputo -  Responsáveis e crentes religiosos não concordam com a liberalização do aborto em Moçambique, anunciada pelo governo de Maputo, por acreditarem que a lei irá trazer "mais mortes" e afecta os princípios religiosos. 
 
A proposta da revisão do Código Penal, que o governo moçambicano vai submeter ao parlamento, liberaliza o aborto até aos primeiros três meses.
 
A  permissão do aborto voluntária nas primeiras doze semanas de gravidez no futuro Código Penal moçambicano, tem como objectivo, segundo o executivo de Maputo, responder ao aumento de abortos clandestinos em todo o país, que, refere "matam 5 mil mulheres" anualmente.  
 
"O aborto é errado, quer tenha poucos dias, quer sejam muitos, fazer aborto é pecado grave, a alma é dádiva do nosso criador, por isso não devemos tirá-la. Apesar de não castigarmos as pessoas que fazem esse erro, acreditamos que Deus as vai castigar no futuro", disse à Lusa o pastor Nito da Igreja Universal do Reino de Deus. 
 
 "A ideia do novo Código Penal de se liberalizar o aborto não é bem-vinda na nossa igreja", referiu por seu lado Brian Mabone, bispo da Igreja Metodista Wesleane. 
 
"O aborto pode ser feito dependendo da situação, mas não se deve legalizá-lo. Se a gravidez põe em risco a vida da mãe deve-se fazer o aborto. Mas, quando a mulher faz o aborto, para mostrar que somos contra a liberalização do aborto nós excomungamos imediatamente a pessoa, isto é, se a pessoa è membro pleno, deixa de participar na Santa Ceia, por três a seis meses, "acrescentou Mabone, em declarações à Lusa. 
 
Yumina Yasmin, crente muçulmana, referiu que em nenhum momento concorda com a liberalização do aborto mas diz que não está preocupada com a medida pois são raros os casos de aborto entre os seguidores da sua fé.    
 
 "O aborto não deve ser liberalizado porque as pessoas vão ser menos responsáveis, menos cautelosos. A questão do aborto é contra os nossos princípios mas não queremos falar desses assuntos na nossa igreja, pois são raros os casos", disse  
 
"Nós usamos o princípio bíblico que diz  “dente por dente, olho por olho”, mas não querendo dizer com isso que quando a mulher comete esse pecado nós matamos a pessoa", disse à Lusa Elias Bila, ancião da igreja Testemunha de Jeová. 
 
"O aborto é crime muito grave, e não devemos fazê-lo em nenhuma situação, do feto que coloca em risco a vida da mãe, à mulher violada, pois a criança é uma dádiva do nosso criador," acrescentou Elias Bila. 

 Fonte: Angop
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