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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

América teme candidatura de governador evangélico



Rick Perry está no seu terceiro e último mandato como governador do Texas e está a preparar-se para se lançar à presidência dos EUA. Neste fim-de-semana juntou num estádio de Houston cerca de 30 mil evangelistas, para uma mistura de adoração cristã, histerismo religioso e campanha eleitoral. 

A descrição é do correspondente do The Guardian naquela cidade do Texas. "Houve muito de oração: alguns dos fiéis levantavam os braços em súplica, outros dancavam em transe nos corredores e mitos mais deitavam-se de pernas abertas no chão. (...) O comício de sábado marcou outro passo em frente do lançamento da campanha presidencial de Rick Perry, dando ao governador do Texas uma plataforma nacional pela primeira vez, com a cobertura de 250 jornalistas e equipas de televisão", escreve hoje Ewen MacAskill.

Esta visibilidade garantiu-lhe virtualmente o apoio do movimento cristão evangélico, que, com a sua rede de voluntários e financiamento, compete sempre à primárias do Partido Republicano para a nomeação para a corrida à presidência dos EUA. Perry ainda não oficializou a sua candidatura, mas deverá fazê-lo este mês e tem grandes hipóteses de se tornar no mais forte candidato a defrontar o Presidente Barack Obama no próximo ano.

Grande parte da América liberal e secular vê com ansiedade a possibilidade de o país vir de novo a ser governado por um Presidente amarrado ao movimento evangelista. E até os cristãos mais moderados temem a ligação de Perry aos líderes religiosos mais conservadores e radicais. A Igreja Cornerstone, cujo líder, John Hagee, que disse que o furacão Katrina foi a vingança de Deus contra a pecadora Nova Orleães e que os judeus atraíram o Holocausto, movimentou setecentas pessoas para o comício onde dominaram os pregadores ao estilo do Velho Oeste. John McCain, derrotado por Obama nas últimas presidenciais, recusou durante a sua campanha ser apoiado por Hagee, arriscando perder os votos da direita mais radical.

O comício custou mais de um milhão de euros, indicou a Associação de Famílias Americanas (AFA), uma rede de 200 rádios que foi considerada como "grupo de ódio" pela Southern Poverty Law Centre, devido à sua atitude para com os homossexuais.
No local estavam também adversários do governador texano. Jennifer Stephenson, mãe de três crianças, carregava um cartaz com a frase 'Cristãos contra Perry', por considerar as atitudes da AFA como anti-cristãs. Stephenson teme que o carisma de Perry lhe dê boas hipóteses perante uma situação em que os votantes dos democratas se sintam desiludidos com Obama.

 Fonte: DN GLOBO
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