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sábado, 30 de julho de 2011

Sociólogo exorta igrejas a assumirem sua função social




Lubango - O representante da secretária para os Assuntos Sociais da Presidência da República de Angola, Simão Helena, manifestou esta terça-feira, no Lubango, a necessidade das igrejas tradicionais assumirem o seu papel e função social, dada a invasão de outras culturas problemáticas para a forma de ser e estar dos angolanos.
Ao intervir na cerimónia de abertura do Supremo Concílio da Iesa (Igreja Evangélica Sinodal de Angola), o responsável considerou a fragilidade das igrejas tradicionais, aspectos de relevo e facilitadores da invasão religiosa e cultural, para além do facto de se ter uma sociedade aberta em Angola e da globalização vivida.
O responsável considerou que as igrejas tradicionais devem ser mais acutilantes, incisivas, activas e dinâmicas ao ponto de impedirem que o povo angolano seja levado por outras confissões religiosas causadoras de sérios problemas ao país, porquanto se não se tomar conta e cuidado dentro de 25 a 50 anos estes se poderão agravar.
Para o também sociólogo, a actividade desenvolvida pela Iesa deve servir de exemplo da existência de igrejas centenárias em Angola, com as quais o Estado sempre conviveu dentro de um espírito de colaboração, interacção e participação com as igrejas como parceiras activas.
Simão Helena convidou a Iesa a reforçar a evangelização dos angolanos e sua unidade, bem como a resgatar a identidade cultural e religiosa do país, um legado deixado pelos ancestrais sobre a forma própria de ser e estar, sem invasões de denominações onde se maltratam crianças, mulheres e idosos, trazendo modos incompatíveis aos locais.
Recordou os momentos difíceis da guerra em Angola, quando os angolanos estavam desavindos, a administração do estado não estava instalada nalgumas áreas, sendo apenas a igreja a transmissora da palavra de Deus, com mensagens de esperança, fé e tranquilidade para a chegada da paz ao país.
O Estado angolano, avançou ainda, promove a liberdade de consciência, a paz espiritual, o bem-estar, a unidade e reconciliação entre todos os cidadãos e nação angolana e essa difícil mas árdua tarefa não pode nem deve ser apenas exercida ou levada por si.
Para isso, concluiu, o Estado conta com as igrejas na difícil missão de moralizar a sociedade ou seja, as igrejas em Angola são um parceiro do estado para se alcançar a reconciliação nacional, a paz, o desenvolvimento e crescimento socioeconómico do país.

Fonte: Angop
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