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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Jean Wyllys não aceita que Malafaia receba a Medalha do Mérito Legislativo

Para o deputado que é assumidamente gay, o pastor assembleiano não é merecedor da honraria por "perseguir minorias vulneráveis" 


 
Jean Wyllys e Silas Malafaia
O deputado federal Jean Wyllys  (Psol-RJ) se opôs à decisão de Câmara de homenagear o pastor Silas Malafaia, entregando lhe a Medalha do Mérito Legislativo. Para o deputado, que é gay e defensor da causa, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo não é merecedor dessa honraria por “perseguir” minorias por sua orientação sexual.

“Essa homenagem mais parece uma medalha do fundamentalismo cristão. Fico escandalizado que a Câmara possa conceder uma homenagem desse porte a pessoas que violam os direitos humanos, no caso os direitos da população LGBT”, disse Jean ao Congresso em Foco.
A homenagem ao pastor foi uma indicação feita pelo deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que defende o direito de o líder evangélico expressar o que pensa. A condecoração acontecerá na tarde desta quinta-feira, 1º de dezembro.

Para o deputado do Psol para a Câmara condecorar alguém precisa avaliar alguns critérios como o não envolvimento em escândalos de corrupção, a não violação de direitos constitucionais e a não perseguição a minorias “vulneráveis”.

Ele acredita que a indicação de pastores é reflexo do crescimento das igrejas neopentecostais no país.  “Essa homenagem significa que essas igrejas estão cada vez mais ricas e mais influentes no Parlamento brasileiro, financiando deputados e exigindo depois”, disse ele.

O deputado Lourival Mendes garante que o pastor Silas Malafaia merece ser homenageado com o prêmio.  “O pastor tem um trabalho muito relevante para a sociedade cristã e toda a bancada cristã na Câmara aprovou a sua indicação. Ele será muito bem recebido hoje”.

A medalha de Mérito Legislativo é entregue anualmente pela Câmara a personalidades brasileiras ou estrangeiras que realizam serviços de relevância para a sociedade. Os deputados indicam os agraciados que recebem a medalha das mãos do presidente da Casa e do segundo-secretário.

Fonte: GospelPrime

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Associação de defesa dos gays tenta proibir programas evangélicos na TV

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) solicitou ao ministro das comunicações, Paulo Bernardo, que tome providências... 

 
Associação de defesa dos gays tenta proibir programas evangélicos na TV
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) solicitou ao ministro das comunicações, Paulo Bernardo, que tome providências em relação à utilização de concessões públicas de televisão para incitar a violência contra a população LGBT.

O argumento da ABGLT é que ofensas aos homossexuais em emissoras de TV são frequentes, em especial nos programas religiosos transmitidos em rede aberta.
A solicitação ao Ministério das Comunicações na última semana usa como argumento principal as declarações do pastor evangélico Silas Malafaia no programa “Vitória em Cristo”, veiculado pela Bandeirantes e pela RedeTV.

Toni Reis, presidente da ABGLT, justifica o pedido: “O Malafaia vinha nos ofendendo em várias situações nos seus programas. Só que agora ele incentiva à violência, diz para abaixar o porrete na gente. Por isso pedimos providências ao Ministério das Comunicações e ao Ministério Público também”.

A ABGLT está reivindicando punições às emissoras que levem ao ar declarações ofensivas aos direitos homossexuais, desejando que se iniba tal prática nos meios de comunicação. Reis explica que a iniciativa veios depois de participação de sua entidade na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). “Agora sabemos que os meios de comunicação são concessões públicas, por isso não podem utilizar este espaço público para ofender as pessoas”, explica o presidente Reis.


Mas em relação a outros programas, ele afirma que a associação consegue resolver de maneira amigável: “Temos uma coleção de situações que se resolveram com o diálogo. Teve ocasiões, por exemplo, em que o Datena, apresentador da Bandeirantes, foi infeliz em suas declarações a respeito de homossexuais, o Faustão também, e só com o diálogo que fizemos essas pessoas perceberam que estavam incorrendo numa situação de discriminação e passaram a respeitar mais a gente”.

Porém, Toni Reis diz que nunca houve disposição do pastor Silas Malafaia para o diálogo. Por isso a ABGLT decidiu buscar as próprias emissoras e pedir providências ao Ministério das Comunicações.
“Nós entramos também com uma ação no Ministério Público Federal e vamos utilizar todos os meios legais a que tivermos acesso. A nossa ideia é de não judicializar tudo, é de primar sempre pelo diálogo, mas a partir do momento em que isso se fizer necessário, vamos fazer, sem sombra de dúvida”, conclui Toni.
Até agora, nem o pastor Silas Malafaia nem o Ministério das Comunicações se pronunciaram sobre o assunto.
Há outras ações similares em andamento. Na Paraíba, o Ministério Público Federal propôs uma Ação Civil Pública (ACP) contra a TV Correio, afiliada da TV Record. O motivo foi à exibição de cenas reais do estupro de uma adolescente no programa Correio Verdade, veiculado 12h e 13h. A ação também foi ajuizada contra a União, por ser a titular da concessão de radiodifusão.
Segundo Duciran Farena, o procurador do MP que subscreve a ação, a emissora já é reincidente em casos de violação aos direitos humanos no  “vale tudo” pela audiência.

Farena acredita que as emissoras abusam desse tipo de programação porque não há regulação para a mídia no país. “Provavelmente trata-se do único setor concedido sobre o qual o poder público não tem nenhum poder disciplinar sobre os prestadores do serviço… Lamentavelmente, a imprensa, especialmente a televisão brasileira, não quer nem ouvir falar nisso – qualquer proposta neste sentido, por mais razoável e justa que seja, é imediatamente qualificada pela mídia de censura, chavismo, nazismo”, reclama  o procurador.

Fonte:Gospel+

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Palavras “Pai” e “Mãe” podem ser tiradas dos documentos na grã Bretanha


 

As palavras “pai” e “mãe” serão substituídas por progenitor 1 e progenitor 2 nos documentos oficiais na grã Bretanha, de acordo com a BBC, citada pela EU Times. As autoridades decidiram adotar o termo “politicamente correto” para não causar constrangimento entre os casais do mesmo sexo. - Confira o post e comente…
Mas, de acordo com a publicação, especialistas dizem que a mudança não passou a vigorar para atender a requisitos de determinados grupos sociais, mas sim para avançar mais um passo na destruição das famílias tradicionais.
A tendência já é perceptível em vários países e o objetivo, segundo o EU Times é mudar a percepção pública do papel dos sexos na sociedade.
A palavras pai e mãe serão removidas do passaporte britânico até dezembro deste ano. A mudança foi uma reivindicação do grupo Stonewall, que defende o direito das minorias.
O Departamento de Estado dos EUA já havia tentado fazer o mesmo, mas finalmente decidiu não remover as duas palavras nos novos pedidos de passaporte.
O tema sobre relações de gênero tem sido muito debatido na Europa ultimamente. Há pouco tempo jornal russo Pravda escreveu que o jardim de infância na Suécia decidiu simplesmente abolir o uso dos pronomes “ele”e “ela”.
No ano passado o Parlamento Europeu publicou um folheto que recomendava que não se usasse as expressões de tratamento Miss, Mademoiselle, Seniora and Seniorita. A alegação é que tais palavras poderiam ser discriminatórias contra as mulheres porque elas indicam claramente a identidade sexual.
O presidente da organização inter-regional “For Family Rights” (Pelos Direitos da Família), Pavel Parfentyev, disse que essa tendência começou nos anos 70 e 80 em um movimento em defesa das minorias sexuais. Houveram até mesmo organizações que ousaram defender os direitos dos pedófilos, que teriam “direitos sobre suas preferências sexuais”.
“As organizações disseram publicamente que seu objetivo era destruir a família. Com a pressão da opinião pública, muitos ativistas decidiram mudar o viés abertamente sexual em suas atividades e partiram em direção à proteção dos direitos humanos”, disse Parfentyev.
“Esta é a forma como eles abordam os direitos das crianças hoje”, disse Parfentyev. “Eles pensam que as crianças devem ser protegidas contra o despotismo dos seus pais e se voltam contra qualquer forma de educação tradicional”.
Segundo o presidente da organização, os ativistas tentam destruir a família tradicional e fazer com que a ela seja vista como uma forma que escraviza e reprime as crianças.
Os representantes dos movimentos a favor dos direitos homossexuais criaram ao longo dos anos um lobby muito forte para a proteção dos direitos das minorias sexuais no plano internacional, acredita Panvel. Isso foi possível por meio da cooperação desses movimentos junto a grandes organizações, como a ONU e o Conselho da Europa.
A princípio, eles dizem que não se deve discriminar os seres humanos em seus direitos de gênero e orientação sexual. A intenção seria minar a percepção tradicional de gênero por meio da supressão de palavras ou pronomes de gênero.
“A família é muito mais que uma união conjugal de duas pessoas. é um mecanismo de reprodução de toda a sociedade”, diz Panvel.
Para o especialista, os movimentos para a proteção dos direitos das minorias sexuais querem levá-los além do alcance de valores públicos. E além disso, eles querem separar o processo de procriação e de acolhimento de crianças do casamento e da família.
Segundo eles, explica Panvel, as crianças e os pais são duas coisas diferentes que devem existir separadamente um do outro. “Lançaram dúvidas sobre o papel especial dos pais na educação dos filhos “, concluiu o presidente da “For Family Rights”.
Fonte: Christian post

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Grupos gays ameaçam entrar na Justiça contra outdoor de evangélicos em Ribeirão Preto (SP)





Outdoor evangélico gera crítica de gays em Ribeirão Preto (SP)
As mensagens de um outdoor de uma igreja evangélica de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) causaram indignação no movimento gay local, que quer acionar a Justiça. A Defensoria Pública de Ribeirão estuda se cabe medida judicial.

Com fundo branco e letras pretas, o outdoor tem três citações bíblicas. A primeira é: "Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...", do livro de Levítico.

A outra, da Carta de São Paulo aos Romanos, diz que "até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros".

O outdoor cita apoio da Casa de Oração. O pastor da Igreja Casa de Oração de Ribeirão, Antônio Hernandes Lopes, diz que a mensagem foi colocada ontem para "denunciar o pecado da homossexualidade" e que vive em um país democrático, com liberdade de expressão.

Ontem, membros de grupos gays locais foram à Defensoria Pública. Fábio de Jesus, da ONG Arco-Íris, diz se tratar de homofobia.

A Defensoria estuda se o caso enseja ação judicial. O defensor público Aluísio Ruggeri Ré disse que não viu o outdoor, mas que, em sua opinião, ele expressa três direitos constitucionais: a liberdade sexual, a religiosa e a de expressão.

"Mas, desses valores, penso que deve prevalecer o da liberdade sexual e o combate à homofobia", disse.

O Grupo Gay da Bahia informou ver a mensagem como homofóbica e diz que autoriza que o movimento de Ribeirão o inclua na ação judicial. No domingo, Ribeirão terá a 7ª Parada Gay.

Presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB de São Paulo, Adriana Galvão Moura diz que não viu o outdoor, mas que a questão da homofobia se caracteriza quando houver incitação ao ódio contra o homossexual.

"Só que se as observações tiverem um contexto de interpretação religiosa, de passagens bíblicas, desde que não tenham uma carga radical, homofóbica, devem ser respeitadas, porque vivemos em uma liberdade religiosa."

Luiz Mott, do Grupo Gay da Bahia, considera que as citações bíblicas estão fora do contexto histórico e servem de munição ao ódio. "O Antigo Testamento manda apedrejar mulheres adúlteras e filhos desobedientes. Eles [autores do outdoor] concordam com isso?"

Fonte:Jornal Floripa/Jornalweb